segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Aprenda a planejar as férias de sua equipe e evite dores de cabeça para você e sua empresa



Todo funcionário sonha com o período de férias, mas o empresário deve ter cuidado para que esse sonho do funcionário não se transforme em seu pesadelo. Dora Ramos, contadora e fundadora da Fharos Assessoria Contábil, de São Paulo diz que é necessário realizar um bom planejamento no começo de cada ano. Conforme o fluxo de entrada e saída de colaboradores, a empresa deve ir ajustando esse cronograma anual.

Para criar esse planejamento o empregador deve se basear no tempo de trabalho de cada funcionário e considerar os períodos em que a empresa necessita da equipe completa e as despesas que terá se o funcionário sair de férias.

Férias a cada 12 meses
Segundo a lei um colaborador tem direito a férias após 12 meses de trabalho, mas o patrão pode dar ao funcionário um descanso em até 23 meses. Passado este prazo a lei o obriga apagar o valor das férias em dobro.
Segundo José Geral Recchia, sócio da Caliper, empresa especializada em gestão de pessoas, de Curitiba, é importante que os funcionários tirem férias o quanto antes. Assim, o empreendedor, segundo ele, não corre o risco de, eventualmente, se esquecer das férias e ainda terá empregados mais produtivos. "O funcionário precisa descansar. Quanto mais tempo ele trabalhar sem férias, menor será a sua produtividade e motivação para com suas atividades profissionais", esclarece.
Conforme a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) o trabalhador tem direito a 30 dias de férias. Esse período só pode ser tirado todo de uma vez, embora o funcionário possa vender 10 dias de suas férias a empresa.

O calendário da equipe
As necessidades da empresa que devem pautar esse calendário. Nos meses que o trabalho é mais intenso é importante que todos estejam presentes (por isso o planejamento anual citado acima é importante).  Para Dora o empresário que discute com os funcionários este calendário só tem a ganhar.
"Quando o empreendedor decidir fechar o calendário, é importante que ele consulte a equipe. Ás vezes, ele planeja um período de férias para um funcionário que queria outro. Isso vai desmotivar a pessoa. Se tem como ser negociado, o melhor é partir para este lado", aconselha a contadora.

Funcionário temporário ou interino?
O colaborador sai de férias, mas a empresa não, pensando nisso o empregador deve saber logo quem vai suprir essa falta. "O mais comum é que outro funcionário acabe atribuindo as funções de quem está de férias", afirma José Geraldo. Segundo ele, é importante que o empreendedor coloque na balança o que vale mais a pena. "Esse colaborador que vai ficar com duas funções, provavelmente, terá a qualidade de trabalho diminuída", alerta. Para o consultor, uma maneira de fazer a prática dar certo é pagar as horas extras feitas por esse funcionário que trabalhou mais para suprir a demanda ou adotar o banco de horas.
Outra ideia é a contratação de um funcionário temporário. Segundo o Ministério do Trabalho essa contratação só pode ser feita por agências especializadas. E este funcionário tem os mesmos direitos de todos os outros.

As despesas
O empresário deve planejar com cuidado as despesas no ano que ele terá com férias de funcionários. Quando um colaborador sai de férias, ele recebe o salário adiantado mais um terço referente ao abono pecuniário. Se a remuneração bruta for, por exemplo, de R$ 1 mil por mês, ele vai receber esse montante mais R$ 300 de abono. E o empregador deve ter essas contas na ponta do lápis de cada um dos seus funcionários que ainda deve incluir aqueles que querem vender 10 dias de férias. Nesses casos, o empreendedor também deve prever mais um terço do salário. O valor , no entanto, só será pago quando o funcionário retornar das férias.

Com informações do Terra

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