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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Você sabe quanto custa o seu comércio?


Recebi, há alguns dias, um questionamento a respeito do valor de um restaurante para venda.

Confesso que fiquei perdido. OK. Imaginei aplicar neste caso o mesmo que seria feito na venda de uma indústria: cálculo do EBITDA, potencial, etc. Algo realmente bem mais complexo.

Mas neste ramo as coisas não são exatamente assim.

Então, fui procurar com profissionais do ramo e com a ABRASEL os parâmetros de compra/venda de restaurantes.

E aqui vão as diretrizes:

Valor de venda: de 6 a 8 vezes o faturamento médio mensal, dependendo da rentabilidade – que deve ser acima de 20%. Observação: este multiplicador pode ser maior, caso o “ponto” tenha potencial especial. Tipo: região turística, potencial de crescimento, etc..

Nunca receber menos de 50% no fechamento do negócio, e dividir o saldo restante em 24 parcelas (média). E, estas parcelas devem poder ser pagas – pelo comprador – com o lucro gerado pelo restaurante.

Faz diferença o valor do aluguel e o potencial de crescimento. Exemplo: localização numa região que está em franco crescimento populacional (novos condomínios, prédios, etc.).

As instalações (equipamentos, móveis, etc.) são negociadas à parte e calculadas pela sua obsolescência. Por exemplo: um fogão industrial que custou R$ 3 mil, depois de dois anos de uso, vale R$ 800 reais. E, assim por diante.

Enfim, isto foi o que eu consegui reunir, em termos de informação.

Boa sorte e bons negócios!!!

Fonte: Blog do Banas

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Como conhecer a concorrência



Seu restaurante estava com um faturamento satisfatório, com uma boa clientela e com o passar dos meses você vem notando que seu faturamento vem decrescendo, que a clientela já não é tão intensa como antes. Além disso você nota que o seu concorrente continua com um bom movimento e aparentemente tudo está indo muito bem para ele. Está na hora de se perguntar; “Onde está o meu problema?”

Um dos pontos mais importantes que deveriam ser avaliados constantemente e não somente na hora da crise é saber como o seu concorrente está trabalhando. Faça visitas periódicas ao seu concorrente. Almoce ou jante por lá e você irá descobrir muita coisa.

Para manter o seu negócio estável é muito importante analisar a sua concorrência para descobrir seus pontos fortes e fracos para que seu estabelecimento possa se adequar ao padrão de exigência dos clientes antes que seja tarde demais.

1 – Avalie o produto:
Perceba como é a qualidade dos pratos servidos, a apresentação, a quantidade de produtos oferecidos. Verifique os pratos que são servidos com muita frequência. Não que você tenha que copiar o mesmo prato e levar para seu restaurante mas descobrir que você pode inovar em novos pratos para atraí-los.

2 – Ponto comercial: localização, estacionamento, facilidade de acesso, vitrines.
Todos sabemos que a localização é um ponto forte para se faturar mais, mas não somente isto irá fazer a diferença. Seu concorrente oferece facilidade de estacionamento, manobrista, estacionamento gratuito? E a fachada de seu estabelecimento? Ela é condizente com o padrão dos clientes que frequentam seu estabelecimento?

3 – Valor, formas de pagamento, prazos.
A questão de preço é muito relativo, há clientes que preferem pagar um pouco mais para ter alguns benefícios como estacionamento, atendimento diferenciado, mas é importante não deixar que seu concorrente ofereça a mesma coisa a preços mais acessíveis. Atualmente a maioria dos restaurantes oferece condições em pagamento como dinheiro, cartões, tickets refeição, cheques. Se seu estabelecimento não oferece as mesmas condições de pagamento está na hora de avaliar se já não seria o momento de oferecer mais opções aos seus clientes.

4 – Divulgação: intensidade, meios utilizados, freqüência.
O ditado “A Propaganda é a alma do negócio” pode ser antigo, mas continua valendo. Uma boa divulgação trará com certeza muitos clientes. Contrate uma agencia de publicidade e monte uma campanha de divulgação. Mas se para você um investimento numa agência ainda está muito a quem de suas possibilidades, este não será o motivo que o impedirá de divulgar o seu estabelecimento. Meios mais baratos de divulgação existem e se forem feitos com qualidade trarão um bom retorno para seu negócio. Invista em panfletagem, cadastre seus clientes e envie Newsletters por e-mail, monte pacotes especiais para datas comemorativas. Se você quer ser visto então apareça.

5 – Força de vendas: quantidade e qualidade dos vendedores e pessoal de
atendimento.
Você foi no seu concorrente e foi muito bem atendido? Uma equipe bem treinada, bem uniformizada, com conhecimento sobre todo o cardápio da casa é um grande diferencial. Invista em treinamento e motivação de sua equipe. Avalie também se a quantidade de funcionários está de acordo com sua demanda. Demora no atendimento, pratos que demoram a chegar para o cliente podem ser decisivos na sua próxima escolha de qual restaurante visitar.

6 – Logística: capacidade de armazenamento, distribuição, frota.
Você está preparado para eventuais surpresas? O movimento foi acima do normal e agora você não tem todos os produtos que estão no cardápio? Fique atento a estas falhas graves pois você pode estar perdendo a oportunidade de ter seu cliente de volta. Se sua empresa trabalha com delivery fique atento ao tempo de entrega, sua frota deve ser suficiente para que seu cliente não espere demais.

7 – Credibilidade: a imagem do concorrente junto ao mercado.
Faça uma pesquisa com pessoas da sua região e avalie sobre os restaurantes que eles frequentam na região e sobre os pontos fortes e fracos que os fazem frequentar ou não aquele estabelecimento.

Já dissemos isto mais acima mas vale repetir. Mantenha o foco e não avalie seu concorrente apenas quando as coisas não estivem boas para seu estabelecimento. Este trabalho constante fará com que você se mantenha estável no mercado e não seja pego de surpresa pela concorrência.

Com informações do site Gestão de Restaurantes

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Faturamento das micro e pequenas empresas registra alta recorde

As micro e pequenas empresas paulistas registraram a maior alta do faturamento para um mês de outubro desde o início da série histórica da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, em 1998. Em comparação com igual mês do ano passado, o faturamento foi 15,3% maior, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira, dia 6.

Na divisão por setores, o comércio registrou a maior alta, de 20,9%, seguido pela indústria (15,8%) e serviços (7,7%). Em nota, o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano, afirmou que o resultado das micro e pequenas empresas no mês foi influenciado pelo desempenho positivo do consumo no mercado interno, favorecido pelo desemprego em baixa e pelo aumento na renda do trabalhador.

Os indicadores ainda mostraram que as empresas registraram receita total de R$ 47,5 bilhões em outubro, um crescimento de R$ 6,3 bilhões ante outubro do ano passado. “O fato de outubro de 2012 ter tido dois dias úteis a mais do que o mesmo mês de 2011 e a base relativamente fraca de comparação no indicador de faturamento - elevação de 2,7% em relação a outubro de 2010 - contribuíram para o resultado”, explica, em nota, o consultor do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves.

Expectativas
Em novembro, 50% dos micro e pequenos empresários acreditam em uma estabilidade no faturamento nos próximos seis meses. Já 37% esperam um aumento na receita, 5% acreditam em piora e 7% não sabem dizer como será o desempenho. De acordo com Caetano, o Sebrae-SP calcula que as MPEs devem fechar 2012 com aumento entre 8% e 8,5% na receita real na comparação com o ano passado.

Com informações do Estadão.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Segmento de pizzas tem destaque no faturamento das franquias




As projeções de crescimento do faturamento das franquias de alimentação para 2012 trazem percentuais robustos, na maioria dos casos superiores a 20%, aponta pesquisa da ECD Consultoria Especializada em Food Service, encomendada pela a Associação Brasileira de Franchising - ABF. O segmento de pizzas e massas, por exemplo, projeta faturamento 36% maior em 2012, ante o resultado de 2011.

Se consideradas as mesmas lojas, o percentual cai para 11%, na mesma base de comparação, explica o coordenador do Comitê de Alimentação da ABF, João Baptista da Silva Junior. A pesquisa da ABF, realizada com 40 marcas e 3.181 unidades de diferentes segmentos do food service, funciona como um termômetro do setor, aponta mudanças no mercado e expectativas, comenta o executivo.

Os indicadores deste levantamento, no entanto, devem ser vistos com cautela, por refletir a expansão física das redes, lojas contratadas há muitos meses, e não necessariamente o reflexo do crescimento da receita obtida por cada unidade de negócio.

O momento econômico interno, analisa Silva, é muito bom, com mais consumidores e a abertura de shoppings em novas localidades para a expansão das marcas. "Mas falta mão de obra e a lucratividade é baixa. A manutenção do negócio é um desafio. O crescimento não pode ser uma bolha", alerta o especialista.

O pano de fundo das preocupações do diretor da ABF é o custo do ponto de venda, bem maior, neste momento, segundo ele, do que por ocasião do fechamento de novos negócios entre franqueadores e franqueados. "O mercado de franchising precisa passar por ajustes", diz ele.

"Eu só faço contrato de aluguel de cinco anos, porque me dá condição de pleitear renovação. E o meu contrato de franquia é de cinco anos. Por isso a empresa franqueadora está sempre junto com o franqueado na hora de negociar o ponto", afirma Renata Rouchou, diretora de expansão do Grupo Trigo da redes Spoleto e Domino´s Pizza.

O preço do metro quadrado em pontos de rua também subiu, mas, segundo Renata, a possibilidade de negociação é maior, comparada à dos shopping centers, com casos, segundo ela, de reajustes reais acima de 50%. "Não há operação que possa pagar isso", argumenta.
Renata comenta que o mercado brasileiro será o terceiro maior do mundo para pizzas e massas até 2020. No Grupo Trigo, Domino´s Pizza saltou de 28 lojas, em março de 2011, para as atuais 45. "Abriremos mais 20 até o final do ano", a maioria na rua. A rede Spoleto tem 256 unidades e outras 60 para inaugurar, "com muito cuidado, para garantir a rentabilidade", recomenda.

A franqueadora Patroni Pizza também participa da negociação dos pontos para apoiar seus franqueados. "Nós acompanhamos a evolução dos contratos e um ano antes do vencimento já iniciamos a renegociação", explica o presidente da empresa, Rubens Augusto.

A marca, com 28 anos de mercado, opera com 96 unidades. Outras 45, segundo Augusto, serão abertas entre 2012 e 2013. São contratos, com shoppings e franqueados, assinados há menos de dois anos. "E já negociamos outras lojas. Há 20 pontos disponíveis. A Patroni capta e negocia os pontos. Nunca houve oferta tão grande de shoppings. Na contramão, os preços são maiores e os custos de ocupação, aluguel, condomínio e fundo de promoção, têm subido muito, de 20% a 25% nos últimos três anos", afirma o proprietário.

A demanda aquecida por novas oportunidades de negócio também contribui para isso, acrescenta Augusto. A expansão, ressalva, não foi afetada, mas tivemos que nos empenhar para ter um outro break-even. Entre os parâmetros do ponto ideal, a Patroni busca locais que rendam faturamento mensal entre R$ 60 mil e R$ 70 mil, com lucro lucro na casa de 12%.

A franquia da marca, em seu formato atual, opera como pizzaria e tratoria (com massas, carnes, peixes), para compensar o pouco consumo de pizza no horário de almoço. Apenas duas das suas lojas estão localizadas em ruas.

A tendência, para Augusto, é crescer nos shoppings. "Apesar da desvantagem de custo, ele põe o cliente na sua porta", justifica.

"Na relação cotidiana com os associados, ouvimos muitas reclamações sobre o custo de ocupação e não raras vezes, do comprometimento que isso causa na receita das lojas", comenta o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping Center (Alshop), Luís Augusto Ildefonso da Silva. Segundo ele, o mercado não vive uma bolha. "Há redes que têm sido mais rígidas na negociação. As maiores, conseguem mais vantagens. O lojista individual tem mais dificuldade", afirma.

Na mão inversa, alerta, o empreendedor deve analisar com cuidados ofertas de alugueis abaixo do preço de mercado. "Às vezes pode significar um desenvolvimento pouco salutar do shopping".

Com informações do site Diário do Comércio