quinta-feira, 9 de outubro de 2014

3 setores em alta para quem quer abrir uma franquia

Segundo especialista, o franchising cresce em ritmo muito superior à média da economia e se adapta às tendências. Saiba onde é melhor investir



Em um cenário econômico incerto, encontrar uma oportunidade de negócio com risco mais baixo é a chance de um presente menos turbulento e de um futuro promissor. Com isso em mente, o setor de franquias pode ser uma opção. O faturamento do setor subiu 12,9% no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), enquanto a economia brasileira cresceu 2,3% no mesmo período, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Neste ano, o ritmo do franchising deve, novamente, destoar da toada da economia: enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro diminuiu nos dois primeiros trimestres, a ABF estima que as receitas do setor serão 12% maiores em 2014.

Para Filomena Garcia, sócia-diretora da Franchise Store, empresa que comercializa franquias, o setor se adapta às demandas do público por determinados serviços e inova ao criar diferentes formatos de loja. Ela listou três segmentos em alta para os interessados em franquias. Além de oferecerem serviços com alta demanda, tais setores registraram os maiores crescimentos em faturamento no ano passado, também de acordo com a ABF. Confira:

1. Beleza e saúde
A crescente preocupação dos brasileiros em se manter em forma – e saudáveis – faz com que as franquias relacionadas ao bem-estar sejam boas opções para investir. O setor também vem apostando em formatos alternativos, como o store in store, em que a unidade fica dentro de outra loja, e os corners, que são compactos e têm custos menores de implantação. Filomena também recomenda uma atenção especial a franquias que oferecem um único serviço. "Empresas de cuidados de depilação e sobrancelhas, por exemplo, são boas opções", afirma. Você pode pesquisar um bom número de redes neste link.

2. Serviços
Outro mercado promissor, segundo Filomena. Como o mercado engloba um grande número de categorias, a especialista elege os setores de lavanderias, costura e idiomas como os de maior potencial.

3. Alimentação
O setor com maior oferta de redes tem os modelos de unidade diferenciados e, assim como as redes de beleza, a venda de um único produto como grandes tendências. "A ascensão do food truck e a força de redes especializadas em brigaderias, bolos e tapiocas, entre outros produtos, devem ser levadas em conta", diz Filomena.

Outro bom nicho é o de produtos naturais, segundo a executiva da Franchise Store. Tal mercado atende à demanda crescente por itens saudáveis e que ajudam a manter a boa forma.

Pesquise
Filomena ressalta que não é só o potencial do segmento que deve ser levado em conta na hora de empreender. Ela recomenda uma extensa pesquisa sobre o histórico das redes e do franqueador, bem como o cuidado com quem já tem lojas. "Pesquise a trajetória da franquia. Se a empresa for nova, tente saber um pouco mais sobre seu criador. Também fique atento ao treinamento e ao suporte oferecidos pelos franqueados. Não basta escolher um segmento e esperar pelo sucesso", afirma.

Fonte: Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios







quarta-feira, 8 de outubro de 2014

As 3 características dos negócios realmente relevantes

Para criar uma empresa que importa, descubra como suas habilidades podem ajudar a construir algo de valor para a sociedade


Participo de muitos eventos ligados ao mundo do empreendedorismo no Brasil e exterior e um tema que sempre me intrigou foi a relevância dos negócios a que sou apresentado. Após alguns anos indo a concursos, feiras, congressos etc., consegui identificar um padrão: a maioria dos negócios é absolutamente irrelevante. Isso é um problema para quem compra e, principalmente, para quem vende.

Na minha opinião, a irrelevância de um negócio surge quando o empreendedor deixa de olhar primeiro “para fora” e depois “para dentro”. Ele precisa entender como suas habilidades e conhecimentos únicos podem ajudar a construir algo de valor para alguém. Abaixo, deixo para vocês uma lista (não exaustiva) de algumas das características que tenho observado nos negócios realmente relevantes, no Brasil e no mundo.

1. Resolve um problema real
O sentido da palavra “real” aqui é profundo. Pense em alguns temas recorrentes e importantes na nossa vida – nascimento, morte, saúde, sexo, consumo, lazer, trabalho. Quais negócios ajudam realmente a melhorar aspectos ligados a esses temas? Levar saúde a quem não tem acesso, bons produtos a quem não consegue comprar, conhecimento a quem precisa se atualizar parecem negócios óbvios, mas pense quantos modelos de fato conseguiram mudar essas realidades de forma significativa.

2. É fácil de entender, usar e comprar
Produtos e serviços relevantes são praticamente autoexplicativos e fáceis de achar. O cliente consegue entender seu funcionamento e valor de forma rápida e quase intuitiva. Igualmente simples é a forma de comprá-lo. São aqueles que te dão uma certa felicidade já no processo de aquisição. Em resumo, o foco do cliente sai do produto/serviço e vai para sua real utilidade.

3. Custa menos do que o valor que oferece
Negócios altamente relevantes se pagam antes mesmo da compra. O valor percebido para o cliente é tão alto que o preço pago vira apenas um meio para começar a desfrutar dos benefícios que o produto/serviço oferece. É o efeito “água no deserto” que todo empreendedor deveria buscar. Só assim deixaria de lutar uma guerra de preços e passaria a batalhar pelo benefício do consumidor. Parece óbvio, mas basta entrar em qualquer loja de aplicativos para ver a quantidade de distrações irrelevantes que alguém pensou para o seu smartphone. Gerar valor, no sentido mais real da palavra, é a obrigação número um de qualquer empreendedor. Preço e lucro realmente deveriam ser resultado desse foco total em ajudar um potencial cliente

Note que, na lista acima, todas as características tem algo a ver com “menos” ou “fácil”. Portanto, antes de pensar nas 100 funcionalidades do seu aplicativo ou nas 50 formas que seu produto agrega valor, foque no número 1 ou no número 3. Você vai ver que, para ser bom, um negócio/produto tem que resolver muito bem uma coisa em, no máximo, 3 passos. Não se trata de ser radical, mas de focar no que realmente importa.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios


terça-feira, 7 de outubro de 2014

O que a Geração Y quer e o que ela valoriza nas empresas

Levantamento da Universum mostra o tipo de ambiente de trabalho que os jovens buscam, os setores preferidos e as características mais valorizadas nas empresas

Nesta semana, a Universum publicou a pesquisa global com as empresas mais desejadas pelos jovens dos 12 países com as maiores economias do mundo.

Foram entrevistados mais de 200 mil estudantes das áreas de negócios, engenharia e tecnologia da informação.

Segundo a equipe da Universum, a pesquisa revelou que as novas gerações que iniciam a trajetória no mundo profissional sonham encontrar um ambiente de trabalho diferente e mais informal. 

Para se ter uma ideia, um local de trabalho dinâmico e criativo é a qualidade considerada mais importante em uma empresa, entre os futuros engenheiros. Dentro do grupo de estudantes de negócios, este foi o quarto aspecto mais citado.



Ser contratado por uma empresa com clima amigável de trabalho também apareceu com força nas expectativas de carreira dos jovens. Foi o sexto atributo mais lembrado por estudantes de engenharia e o quinto entre os universitários de negócios.

De acordo com a equipe da Universum um local de trabalho amigável foi considerado mais importante do que um ambiente criativo e dinâmico pelos jovens da França, Alemanha e Rússia, tanto da área de engenharia quanto de negócios. Ou seja, não é à toa que o Google a empresa preferida da Geração Y, segundo a pesquisa

Segundo a equipe da Universum, a importância dada à remuneração neste início de carreira é inversamente proporcional ao PIB per capita do país.

As exceções ficam com a Rússia, com PIB per capita médio, mas grande importância atribuída ao salário e com o Japão, que tem alto PIB per capita e, ainda assim, os jovens em começo de carreira dão grande importância à remuneração praticada pelas companhias.

A seguir veja os setores mais atrativos, segundo os jovens e também as três características mais buscadas em uma empresa:



Fonte: Exame

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

8 eventos que acontecem em outubro para empreendedores

Veja os eventos que vão acontecer no próximo mês focados em empreendedorismo, startups e pequenas empresas

Confira a agenda de eventos para empreendedores, donos de pequenas empresas, startups e franquia que acontecem no próximo mês. Em Recife, por exemplo, o Conexão KingHost vai discutir inovação e empreendedorismo digital.

São Paulo recebe um evento do Sebrae-SP para quem quer tirar dúvidas sobre as novas leis de comida de rua na capital, no dia 10. Veja a agenda completa abaixo:

1. Comida de Rua Legal

O Sebrae vai promover no dia 10 de outubro uma palestra sobre as novas regras para comida de rua na capital paulista. A programação, que começa às 9 horas da manhã, vai esclarecer dúvidas sobre as novas regras, as normas da Vigilância Sanitária e o sistema do Microempreendedor Individual. Vai acontecer no Escritório Regional Capital Norte, em Santana, na Zona Norte da cidade. É de graça e as inscrições devem ser feitas pelos telefones 0800 570 0800 e (11) 2976-2988.

2. Ideation Brasil

O Ideation Brasil é uma competição para universitários que querem se envolver na cultura de startups. Até 4 de outubro, os estudantes do Rio de Janeiro podem se inscrever para participar. Chamada de “Sua Ideia na Prática”, a competição vai ter cinco etapas online e presenciais que vão simular a criação de um negócio. As inscrições serão feitas pelo site do evento.

3. Seminário da Micro e Pequena Indústria - Vender Mais E Melhor

O Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai realizar um seminário para discutir vendas nas pequenas empresas. Gestão de oportunidades, boas práticas e negociação estão entre os temas abordados no dia 7 de outubro. O evento acontece das 8 às 18 horas, na Avenida Paulista, 1313. As inscrições podem ser feitas no site. 

4. Startup Weekend

Durante um final de semana, vários empreendedores participam de uma maratona empreendedora no Startup Weekend. Os participantes têm a chance de criar uma empresa em menos de 48 horas e passar pelo crivo de investidores e especialistas. Em outubro, já estão confirmadas edições em Recife (dia 9), Goiânia (dia 10), São Paulo (dias 10 e 17), Porto Alegre (dia 17), Campinas (dia 17), Maceió (dia 17) e Belo Horizonte (dias 24 e 31). Os detalhes sobre inscrições e locais são divulgados no site. 

5. Conexão KingHost

No dia 9, Recife recebe um evento sobre empreendedorismo digital, chamado de Conexão KingHost, com o tema “Empreendedores em Movimento”. Ricardo Jordão Magalhães, da Rakuten, e Gustavo Ziller, empreendedor e fundador da Aorta, estão entre os palestrantes que vão passar pelo auditório do JCPM Trade Center. Os ingressos custam a partir de 97 reais e estão à venda no site do evento. 

6. 1º Congresso de Empreendedorismo

Este evento acontece entre os dias 14 e 20 de outubro, totalmente online. Os empreendedores que se cadastrarem no congresso terão acesso a mais de 20 palestras, com temas como vendas, finanças, RH e planejamento. As transmissões serão no site oficial do evento. 

7. Café Empreendedoras

Organizado mensalmente, o Café Empreendedores é feito pela Rede Mulheres Empreendedoras e reúne mulheres para trocar experiências e ideias sobre pequenas empresas. Esta edição vai acontecer no dia 17, em São Paulo, às 9 horas. As inscrições devem ser feitas online.

8. Startup Session

O Startup Session vai acontecer durante o Futurecom, evento de TI e comunicação. No dia 13 de outubro, a feira vai receber projetos inovadores que serão avaliados em parceria com a aceleradora Startup Farm. O evento acontece no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Os detalhes sobre inscrições estão no site da Futurecom. 

Fonte: Exame



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

8 lições de Washington Olivetto para ter uma equipe criativa

Um dos "truques" do publicitário é bastante simples: comprar sorvete para o time



Washington Olivetto ficou famoso por sua criatividade. Com suas campanhas, o publicitário brasileiro é reconhecido em todo o mundo. No entanto, Olivetto faz muito mais que anúncios. Ele ocupa o cargo de presidente do conselho da WMcCann – ou seja, precisa definir os rumos e gerir os colaboradores da empresa.

Em apresentação no Day1, evento de empreendedorismo realizado em São Paulo, e em entrevista a Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Olivetto falou sobre seu estilo de gestão e o que fazer para manter a equipe com um "alto índice de felicidade":

1. Trabalhe antes de abrir seu negócio
Olivetto começou a carreira como empregado. Desde o começo de sua trajetória, foi ganhando prêmios e reconhecimento do mercado. "Após alguns anos, percebi que poderia abrir meu negócio, mas preferi ganhar mais conhecimento", afirma. Ele trabalhou por 14 anos até criar sua empresa. "Você precisa pular de uma montanha para outra na hora de virar chefe. Mas toda a experiência adquirida fez as montanhas terem só 30 centímetros entre elas. Foi um salto mais fácil."

2. Comporte-se como empregado
O publicitário conta que, na época em que era empregado, sua postura era "de chefe". Em outras palavras, ele pensava grande, com o objetivo de chamar a atenção do comando. Quando criou sua empresa, foi o contrário. "Mostre que é de carne e osso, que está lá para ajudar. Nunca queira competir com o empregado. Essa humildade abriu muitas portas e facilitou a minha vida", afirma.

3. Saiba intervir
Para Olivetto, é muito difícil comandar uma grande empresa sem distribuir algumas tarefas para outras pessoas. Na hora de intervir, segundo o publicitário, vale ver se a participação do chefe é realmente necessária. "Eu só dou palpite em duas circunstâncias: quando pedem minha opinião ou se eu tiver pensado em algo realmente muito bom para dizer."

4. Faça críticas construtivas
As críticas, em alguns momentos, se tornam inevitáveis. Para o executivo da WMcCann, a bronca deve ser sempre construtiva. "É preciso criticar sem baixar a bola da pessoa."

5. Reuniões não servem para reunir
O objetivo de um encontro com os colaboradores deve ser a tomada de decisões. "Reuniões não foram feitas para reunir pessoas. O objetivo deve ser concreto. Nada valeu a pena se, no fim, a única conclusão foi a marcação de outro encontro", afirma. Um "truque" de Olivetto é fazer reuniões em pé. Dessa forma, o incômodo leva os participantes a buscar um entendimento rápido.

6. Estimule a coautoria
Os colaboradores da WMcCann são estimulados a trabalhar juntos nas campanhas. "O trabalho em grupo é bastante incentivado na empresa. É melhor ser coautor de algo genial do que ser o autor principal de um trabalho médio", diz Olivetto.

7. Faça concessões
Segundo Olivetto, expedientes alternativos e home office são possíveis para seus funcionários desde antes da popularização desses regimes de trabalho. "Tentamos adequar o nosso horário ao dos nossos clientes, mas há espaço para concessões", afirma. "Já tive um diretor de arte que só produzia quando trabalhava de madrugada. Tive que manter o escritório aberto por ele, mas o trabalho dele recompensava o esforço. No fim, o nosso maior objetivo é que a empresa seja funcional."

8. Dê picolés
Olivetto diz que a "administração do astral" é tão importante quanto o caixa da empresa. Para ele, a motivação da equipe é crucial para que o trabalho seja bom. Uma boa forma de melhorar um pouco as coisas é bastante simples: compre sorvete. "Quando eu sinto que o pessoal está 'para baixo', compro sorvete para eles. É um pequeno sinal de que eu me importo com a equipe", afirma.

Fonte: Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

15 dicas de perguntas fechadas para vender mais


O processo de vendas começa com o cumprimento, com a abordagem e termina com o fechamento. Muitas vezes falhamos em algum momento dentro do processo de vendas e o cliente vai embora sem comprar. Saber fazer perguntas inteligentes é um grande diferencial dos vendedores de sucesso

O que são perguntas fechadas e perguntas abertas?

Perguntas fechadas: as respostas são curtas, muitas vezes simplesmente sim ou não. Desta forma é possível ir direto ao assunto sem prolongar o diálogo e conhecer um pouco mais sobre o cliente, podendo também despertar interesses pela compra. Fácil de tabular e avaliar, as respostas são diretas.

Perguntas abertas: as respostas são mais detalhadas, o cliente precisa refletir para responder. É possível conhecer o perfil e levantar as necessidades de forma mais abrangente. É difícil tabular e avaliar as respostas, por terem conteúdo diversos, respostas conforme o pensamento de cada cliente.

É importante aplicar durante uma negociação perguntas fechadas, perguntas abertas ou ambas para aumentar os resultados em vendas. É importante avaliar o momento e o perfil do cliente para saber qual o tipo de pergunta fazer.

A finalidade das perguntas fechadas em vendas é levantar as necessidades do cliente e conhecer o seu perfil de forma rápida e direta, para agregar valor nas argumentações contra as objeções.

Veja 15 dicas de perguntas fechadas para vender mais:

1ª Este produto e/ou serviço é importante para a sua família?

2ª O que você mais valoriza em uma compra, é o desconto, qualidade ou bom atendimento?

3ª Você está em dúvida se compra este ou aquele, se você ganhasse um dos dois de presente, qual você gostaria de ganhar?

4ª Este presente é para uma pessoal especial, então, vale a pena investir um pouco mais e presentar com algo também especial?

5ª Eu entendo que você precisa economizar, mas vale a pena pagar um pouco mais e ter um serviço e/ou produto com mais qualidade?

6ª A nossa empresa preza qualidade no atendimento e produtos, os nossos preços são um pouco mais caros, e eu sei que o Sr. também pensa desta forma, não é verdade?

7ª Fico feliz que tenha gostado deste produto, é um dos melhores que temos na loja, parabéns pela aquisição. O pagamento será com cartão de crédito?

8ª Esta semana é fechamento de vendas e falta pouco para cumprir a minha meta, se fecharmos o negócio hoje consigo um desconto especial. Eu te ajudo e você me ajuda, podemos fechar o negócio?

9ª Realmente está difícil ganhar dinheiro, mas precisamos acreditar. Se você gostou e consegue com esforço comprar, vai perder a oportunidade?

10ª Está em dúvida, eu entendo! Você conhece uma pessoa que já tenha este produto e que esteja muito satisfeito?

11ª Se hoje fosse um dia de loucura, você compraria este produto e/ou serviço que gostou sem preocupações?

12ª Você acredita que poderá se arrepender se deixar de comprar este produto e/ou serviço com todas as vantagens que eu apresentei?

13ª Imagine você recebendo este produto na sua casa neste sábado, será uma sensação de satisfação ou alegria?

14ª Você comentou que ao adquirir este produto e/ou serviço, fará você mais feliz. É importante para você, vale a pena um esforço para estar feliz?

15ª Você trabalha e se esforça muito todos os dias. Comprar este produto e/ou serviço para você é uma recompensa de todo este esforço?

Fonte: Administradores



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A arte de conquistar o investidor-anjo

Donos de startups que buscam aporte financeiro podem encurtar o caminho se seguirem as dicas de quem já passou por isso


Há um ano e meio, Felipe Baeta trabalha na construção da marca Ofélia, que vai comercializar água com sabor até o final do ano. “Queremos fazer com que as pessoas bebam mais água. Percebemos que muitos não ingerem a quantidade necessária porque falta um gostinho.”

Há três meses, o jovem de 27 anos lançou um produto-teste, com venda exclusiva pela internet. “Consiste em um stick em pó, para ser diluído na água. Pedimos aos clientes que comentem conosco as suas impressões a respeito do produto. O retorno tem sido acima do esperado. Quando a água chegar ao varejo, terá quatro opções de sabores e estará pronta para beber.”

Para atingir esta etapa do processo de desenvolvimento do produto, Baeta conta que recorreu ao aporte financeiro de investidor-anjo. “Antes de fechar negócio com dois investidores, abordei mais de trinta. Falei com alguns que estão acostumados a investir R$ 30 milhões. E eu precisava de menos de R$ 1 milhão”, ressalta.

Segundo ele, uma das lições que tirou dessa experiência é que existem perfis distintos de investidores, cada um para um momento de vida da empresa. “Outro erro foi fingir que o negócio não tinha problemas. Não se pode esquecer que, se ele investir, será seu sócio e irá conviver com você tanto nas dificuldades quanto nas conquistas. Então, é interessante sinalizar as dificuldades que o negócio poderá ter”, conclui.

Assim como Baeta, muitos empreendedores cometem uma série de erros quando o assunto é investimento anjo – aquele que ocorre na etapa inicial de uma empresa. “A dificuldade de encontrar esse tipo de investidor, faz aumentar a ansiedade dos empreendedores e os torna propensos a cometer gafes”, diz o coordenador do Comitê de Investimentos em Inovação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (CIIN-Fiesp), Bruno Ghizoni.

Ele conta que esse mercado ainda está começando no Brasil. “Os Estados Unidos têm cerca de cinco milhões de investidores anjo. Aqui, estima-se que sejam de 2,5 mil a 5 mil. É Pouca gente. Quando o empreendedor encontra um, acaba atropelando as etapas, o que dificulta a relação”, afirma.

Segundo ele, é normal, por exemplo, um empreendedor insistir para agendar reunião com um investidor, mesmo sabendo que ele faz aportes em empresas de outro ramo. Ou pedir para marcar reunião de dia inteiro, para que possa detalhar todo o modelo de negócio.

Ghizoni diz que tudo isso acaba deixando investidor e empreendedor em lados opostos da mesa, o que é um erro. “Para aprender a negociar de maneira adequada, o empreendedor deve procurar entidades como Fiesp, Anjos do Brasil e aceleradoras, que se propõem a capacitá-los.

O fundador da Startupi, Diego Remus, afirma que ter realizado um projeto piloto antes de buscar investimento, facilitou o processo. “Começamos como um site de notícias sobre negócios inovadores que surgiam na internet, assim, nos tornamos conhecidos nesse mercado. Investidores gostam de ver a trajetória do negócio. Quanto antes mostrar trabalho, melhor.”

Remus conta que a Startupi é uma base de conhecimento, que apresenta informações atualizadas do mercado e que combina inovação, tecnologia, negócios, empreendedorismo e investimentos. “Ganhamos dinheiro com mídia, consultoria e produção de conteúdos em vários formatos e meios.”

Segundo o empresário, é importante considerar o investidor como um sócio, já que todos estão no mesmo barco. “É preciso saber ouvir a opinião do investidor e, quando necessário, saber dar o braço a torcer. Ter humildade. Eles não querem investir em quem sabe de tudo, e sim em quem tem capacidade de aprender”, conclui.

Para evitar ruído, relação deve ser de parceria
Uma das atuações do coordenador do Comitê de Investimento em Inovação da Fiesp, Bruno Ghizoni, é ajudar empreendedores a obter investimento. “Nesse trabalho, vivencio os dois lados. Enquanto os investidores reclamam que não têm bons projetos para investir, empreendedores dizem que investidor-anjo é como cabeça de bacalhau, todos sabem que existe mas ninguém nunca viu. A relação ainda tem muito ruído.”

Um exemplo, segundo ele, foi o resultado de uma dinâmica que fez com 20 empreendedores. “Pedimos que relacionassem com qual personagem do cinema ou dos quadrinhos identificavam a figura do investidor-anjo. O vencedor foi Darth Vader. Levamos um susto, porque esse resultado demonstra uma visão equivocada. O investidor está lá para ajudá-lo. Ele não é um banco, não está emprestando dinheiro, mas entrando no mesmo barco. Se der certo, os dois vão prosperar, e se der errado, ambos serão penalizados. É fundamental ver o investidor como um aliado.”

Segundo o consultor do Sebrae, Renato Fonseca, quem busca investimento deve ficar atento às boas práticas e às técnicas de apresentação. “Além de querer saber de todos os números relacionados ao negócio, bem próximos da realidade, ele também vai olhar o comportamento do proponente. A crença que tem no negócio, sua capacidade de trabalho e de conseguir movimentar a empresa.”

Fonseca acrescenta que a apresentação deve abordar a essência do negócio. Não pode ser burocrática e cansativa. “Tem de dizer de forma resumida o problema que o negócio irá resolver, como será resolvido e o interesse do mercado por essa solução. Também deve mostrar a capacidade de trabalho da equipe e informar quanto precisa para fazer a empresa crescer. Ele deve ser transparente, real, mostrar garra, energia e crença no negócio”, conclui.

Caso ouça uma negativa, o consultor diz que o empreendedor não deve desanimar. “Não fique abatido e abalado. Demonstre ter espírito de energia e de aprendizado. Aproveite o feedback sem fazer uma defesa contundente. Não fique na posição de defesa. Pode até argumentar, explicar e apresentar mais dados, mas não adote a postura de ataque e defesa.”

Ghizoni salienta que o investimento anjo é sempre minoritário. “Vejo investidores aportando recursos de forma majoritária, o que é condenável em todos os lugares do mundo.”

Fonte: Estadão (Economia)