segunda-feira, 30 de março de 2015

O que é e como utilizar o Funil de Vendas?


Para fazer uma identificação precisa dos consumidores que você vai buscar atrair para seu funil, é fundamental, antes de tudo, entender como seus clientes compram

De maneira geral, o Funil de Vendas é o processo que consiste em conduzir/acompanhar seu cliente desde o momento em que ele toma conhecimento de seu produto ou serviço até a efetivação do negócio. Ou seja, trata-se de conduzir a jornada percorrida por cada indivíduo do seu público-alvo rumo a seu objetivo final, que é a concretização da venda.

Dentro do processo de Funil, o primeiro passo é identificar a parcela do grande público na qual você deve concentrar seus esforços. Principalmente se você tiver poucos recursos, uma estratégia focada será muito mais eficiente do que sair atirando para todos os lados a fim de acertar algum alvo.

Para fazer uma identificação precisa dos consumidores que você vai buscar atrair para seu funil, é fundamental, antes de tudo, entender como seus clientes compram. Ou seja, compreender seus hábitos de consumo, considerando fatores como estes abaixo, elencados no livro "O Funil de Vendas na Prática", da Endeavor Brasil:

- Quem toma decisão de compra, seja na empresa ou na casa de seu cliente?
- Quem influencia esses decisores a comprar? (Por exemplo: um diretor de tecnologia
pode influenciar um gerente de marketing sobre a melhor plataforma a contratar)
- Quando eles preferem comprar?
- Quanto gastam com produtos e serviços similares aos seus?
- Onde eles consomem conteúdo (televisão, jornais, revistas, portais online)?

"A ideia desse trabalho inicial é desenhar o perfil de seus clientes, de uma forma que você possa lembrar deles facilmente. Ter o perfil do seu cliente ideal bem desenhado vai ajudar a determinar onde focar seu tempo e guiar o desenvolvimento de produtos", afirma o livro da Endeavor.

Planejando o funil

Com o perfil de cliente ideal definido, o passo seguinte é delimitar a estrutura do funil, elencando etapas. Não existe uma regra geral sobre quantas, quais e de que maneira devem ser ordenadas as faixas. Isso vai depender do tipo de negócio que você tem e dos objetivos que sua empresa pretender atingir primeiro.

De acordo com o livro "O Funil de Vendas na Prática", um funil funcional tem, geralmente, entre 5 e 7 etapas, que podem ser:

Prospecção - O ato de buscar potenciais clientes.

Qualificação - Identificar as necessidades e possibilidades dos prospects (clientes em potencial).

Apresentação - Mostrar o produto ao cliente e explicar por que ele deve comprá-lo.

Maturação - Momento em que o cliente vai avaliar se compra ou não. Lembre-se de que você ainda pode influenciá-lo nessa fase, por meio do chamado "follow-up", ou seja, acompanhamento. Tenha o cuidado, porém, de não ser insistente e invasivo. Isso pode naufragar todo seu esforço anterior.

Negociação - É quando o cliente questiona e pede desconto. Você vai precisar de jogo de cintura nesse momento.

Fechamento - A finalização do negócio, com o encaminhamento das questões burocráticas (contrato, forma de pagamento etc.).

Pós-venda - Depois de concretizar um negócio, é importante acompanhar seus clientes e dar toda a assistência possível. Isso vai gerar satisfação e retê-lo.

Fonte: Administradores 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Por que uma meta é importante?

O diferencial é possuir um planejamento e plano de ação que permita a conquista de seu objetivo


É muito comum uma pessoa ter desejos e sonhos e acreditar possuir uma meta.

Esse engano não é culpa da pessoa, provavelmente, ninguém a ensinou, corretamente, o que é uma meta ou porque uma meta é importante.

Claro, o desejo ou sonho também é importante, mas o diferencial é que uma meta possui um planejamento e plano de ação que permita a conquista de seu objetivo.

O conceito é muito parecido com a construção de uma casa: Para concluir uma construção, é necessário um planejamento sobre o que se deseja e um plano de ação para a conclusão.

Uma meta é muito importante, porque permite que você alcance um sonho ou desejo que possa parecer irreal nesse momento para você.

Com o correto planejamento e definição de metas, qualquer objetivo torna-se possível, desde conquistar sucesso profissional à melhorar sua saúde.

Isso acontece, porque uma meta é a criação de um passo a passo (também chamado de plano de ação) específico.

Ou seja, o desejo e um sonho é a “linha de chegada” da sua meta, algo que a principio pode ser visto como difícil, irreal ou incapaz. Conforme vamos definindo e executando passos menores, a dificuldade diminui e a cada passo o objetivo torna-se mais real e alcançável.

Uma meta é um desejo completamente específico. Deve estar completamente claro para você:

Onde você está (a linha de partida para a conquista da meta)
O que você vai conquistar (a linha de chegada da meta)
Como você vai conquistar (o planejamento, passo a passo, bem estruturado)
Como vai ser quando você conquistar (um dos fatores mais ignorados pelas pessoas).

É importante lembrar outra importância das metas: A realização pessoal.

Quando vivemos sem alcançar nossos sonhos, acumulamos frustrações e decepções na vida. Com certeza, você conhece alguém que tenha se arrependido de algo que não fez, não é verdade?
Isso acontece porque quando não construímos metas para nossa vida ou não buscamos realizarmos nossos sonhos e desejos, passamos a aceitar apenas o que a vida nos oferece e isso, muitas vezes, gera uma vida infeliz para as pessoas.

É importante notar que querer uma realidade melhor não é errado ou vergonhoso, muito pelo contrário é um fator muito importante para alcançar a auto realização, a mais alta necessidade humana definida pelo psicólogo americano Abraham Maslow em seu trabalho mais reconhecido: A pirâmide de Maslow ou Hierarquia de Necessidades.

Podemos concluir que estabelecer e definir metas é importante para a harmonia e realização em nossas vidas.

Após entendermos porque é importante transformar sonhos e desejos em metas, devemos entender como definir corretamente as metas.

Fonte: Administradores 

sexta-feira, 20 de março de 2015

2 livros de investimentos que você precisa ler, segundo Warren Buffet

Um deles, segundo Buffet, vale muito mais do que escutar analistas e gestores de investimentos


Além de dizer aos acionistas da Berkshire Hathaway o que esperar de seu sucessor e tecer elogios ao brasileiro Jorge Paulo Lemann, o megainvestidor Warren Buffet deu duas sugestões de leituras para quem se interessa em ganhar dinheiro com investimentos no mercado financeiro. São dois livros que, na sua opinião, dão lições mais valiosas aos seus leitores do que qualquer dica de analista ou gestor que eles pudessem procurar.

1. Where Are the Customers' Yachts?: Or A Good Hard Look at Wall Street, de Fred Schwed
O título imenso se refere à história de um homem que visita Nova York e que fica maravilhado com os iates dos banqueiros e grandes corretores. Diante de tanta opulência ele pergunta ingenuamente: "onde estão os iates dos consumidores?". A anedota é uma crítica ao fato de que aqueles que dão conselhos sobre investimentos são muito mais ricos do que as pessoas que aconselham. A obra como um todo segue a linha desta pequena narrativa e expõe a hipocrisia de Wall Street. para Buffet, o "humor e a sabedoria presentes no livro são impagáveis."



2. "The Little Book of Common Sense Investing", de John Bogle 

Para Buffet, os investidores gastariam melhor seu tempo lendo este livro do que ouvindo a analistas e gestores de investimentos. Bogle é o fundador de Vanguard e um evangelizador do investimento de baixo custo. "The Little Book of Common Sense Investing" é a terceira parte da trilogia dos "little books", que introduzem filosofias, como os dividend yields das empresas e o crescimento dos lucros são mais importantes do que as expectativas do mercado.

Fonte: Infomoney
























quarta-feira, 11 de março de 2015

4 sinais de que o empreendedor não sabe recrutar


Quais são os principais erros que os empreendedores cometem ao recrutar?
Respondido por Sílvio Celestino, especialista em gestão de pessoas

Escolher pessoas inadequadas para seu time pode ser um grande problema para um empreendedor. Porque pode causar prejuízos à empresa, gerar sobrecarga ao empresário e a sensação de que somente ele sabe fazer as coisas certas.

A causa disso é que, em geral, o empreendedor desconhece ou não está atento às melhores práticas de seleção. Veja os principais erros que os pequenos empresários cometem ao recrutar:

1. Contratar só pelo currículo
Um erro comum é o empresário acreditar que todo candidato inteligente é bom para seu negócio. Na verdade, não adianta contratar alguém que seja habilidoso com matemática, por exemplo, mas não saiba lidar com a pressão dos clientes, pois tem baixa inteligência emocional.

Também não basta um vendedor ser carismático, se não for capaz de ouvir as necessidades do cliente e saber como atendê-lo. Para evitar esse erro de avaliação, o empreendedor deve fazer perguntas que simulem situações reais e ver se a resposta é o que se espera de um profissional com excelência na área.

2. Não pensar em longo prazo
Outro sinal é contratar pessoas que não serão capazes de ser promovidas no futuro. Ou seja, contratar pessoas que não tenham habilidades extras, pois, quando a empresa crescer, elas não poderão ser aproveitadas para novos desafios.

Portanto, o empresário deve buscar habilidades como boa comunicação e capacidade de liderança. Assim, ao contratar um contador, por exemplo, o que o empresário deve buscar é um futuro gerente executivo, com grande capacidade de entender os números da empresa. Pensar de qual time a empresa precisará no longo prazo é uma excelente forma de avaliar quais devem ser essas habilidades extras.

3. Não avaliar o perfil comportamental
O profissional tem a capacidade de suportar responsabilidades? Todos os candidatos dizem que querem crescer e ajudar a empresa. Mas, quando se coloca peso em seus ombros, eles envergam.

Para saber se alguém é responsável, é só ver se já escolheu ser responsável voluntariamente por atividades que não é obrigado a fazer. Observe se ele participa do conselho do condomínio onde mora, se faz algum trabalho social ou se é voluntário em alguma entidade. Essas são evidências de que se trata de alguém maduro e responsável.

4. Contratar pessoas que não se identificam com o negócio
O pequeno empresário deve dar atenção àqueles candidatos que desejam, mais do que trabalhar na companhia, que ela seja um sucesso. São pessoas que farão de tudo para que a empresa seja vitoriosa em seu mercado e estão preocupadas em enfrentar os desafios de seu cargo em prol da empresa.

Portanto, para evitar erros que possam causar grandes danos à companhia, o empreendedor deve ser capaz de contratar pessoas inteligentes o bastante para seu negócio, capazes de crescer com a empresa, responsáveis e com enorme desejo de ver a companhia prosperar.

Fonte: Exame 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Como conquistar as pessoas

O primeiro passo para conquistar as pessoas é tomar consciência de que isso é possível. As habilidades estão adormecidas dentro de cada um, mas é necessário resgatá-las, praticá-las e aperfeiçoá-las.


Quando uma pessoa tem a habilidade de se relacionar bem e ser admirada por onde passa, costuma-se dizer que se trata de uma pessoa carismática. O que pouca gente sabe é que uma pessoa não nasce carismática, mas, com o tempo, pode adquirir as habilidades que a levam a se tornar assim.

Max Weber, o grande sociólogo alemão, foi o primeiro a utilizar a palavra carisma, na primeira metade do Século XX, em seus escritos sobre qualidades de liderança que arrebatam a imaginação das massas e inspiram inabalável aliança e devoção.

A partir dele, a palavra passou a ser vinculada automaticamente a pessoas que estão expostas às massas ou multidões - líderes, artistas, políticos, empresários, religiosos - e exercem o dom de influência ou fascinação sobre o público.

Se você faz parte daquela maioria que fica impressionada apenas com a presença de pessoas consideradas carismáticas, lembre-se que o carisma não acontece da noite para o dia. Em geral, trata-se de uma conquista, quase sempre associada a uma habilidade específica, como a capacidade de oratória, de negociação e de liderança, por exemplo.

Pessoas carismáticas possuem personalidade distinta, cativante, capaz de satisfazer todas as necessidades alheias de motivação e reconhecimento embora não admitam tal condição de destaque ou superioridade.

Pode-se entender o carisma como o talento natural de influenciar pessoas e também de se promover por meio dele. Pessoas como Zilda Arns, Hebe Camargo e Nelson Mandela exprimiam seu carisma com extrema naturalidade. A maioria queria se aproximar delas, conversar com elas, tocá-las, ouvi-las, sentir-se parte integrante do seu universo e do seu apreço.

O poder do carisma é determinado pela capacidade de perpetuação dos indivíduos na Terra. Quando você pensa em carisma logo vem à mente um Airton Senna, Elvis, John Kennedy, Jesus Cristo, Madre Teresa de Calcutá e Mahatma Gandhi.

Apesar de não estarem mais aqui, essas divindades continuam exercendo influência sobre milhares de seguidores e admiradores. Elas conquistaram as pessoas sem vida, por seu trabalho e também pela sua forma de se comunicar.

O que faz com que tais pessoas exerçam tanta influência sobre a humanidade? Você pode atribuir diversos fatores às pessoas que conquistam outras pessoas, porém é necessário responder algumas perguntas muito simples antes de tentar entender os seus segredos.

Você já cruzou o caminho de algum carismático mal-humorado, carrancudo ou feliz com a desgraça alheia? Você conhece algum ser carismático adepto da fofoca, da lamentação, do pessimismo ou da vingança? Definitivamente, não!

Pessoas carismáticas são iluminadas, dotadas de uma energia positiva e superior. Carregam na mente e na alma o sorriso aberto e cativante, o espírito do altruísmo e da docilidade.

Em geral, entendem o seu papel como algo determinante para mudanças positivas e transformadoras no meio em que atuam, pois, voluntariamente, exercitam a vocação a serviço da humanidade com muita simplicidade.

A boa notícia é que qualquer um pode trabalhar para tornar a personalidade mais atraente e carismática. Não estou falando de beleza, corpo escultural nem dinheiro no banco, mas de simplicidade, de valores e princípios.

Quer mesmo conquistar as pessoas? O primeiro passo é tomar consciência de que isso é possível. As habilidades estão adormecidas dentro de cada um, mas é necessário resgatá-las, praticá-las e aperfeiçoá-las.

1. Seja natural: a naturalidade é que torna determinadas pessoas mais carismáticas que outras; não invente, evite ser aquilo que você não é, seja simples e original.

2. Tenha respeito e consideração pelas pessoas, independentemente do grau de escolaridade, sexo, cor, credo, cultura ou origem; respeito é uma condição universal para a sobrevivência das nações e do diálogo entre os povos.

3. Seja bem-humorado: o humor é um imã, faz bem, revigora, atrai amigos e repele os inimigos.

4. Seja otimista: ninguém consegue conviver com pessoas pessimistas, amargas e carrancudas que passam o tempo todo tentando contradizer a beleza do sol e da lua.

5. Seja um bom ouvinte: o que as pessoas mais precisam é de alguém que lhes dê ouvido e esperança.

6. Lembre-se dos nomes: o nome de uma pessoa é para ela o som mais doce e importante que existe, afirmava Dale Carnegie. Você pode estar perdido no meio do deserto, mas se alguém aparecer e gritar o seu nome, a esperança renasce e os olhos brilham, pois o seu nome é o seu bem mais precioso.

7. Sorria e humanize o que tem a dizer: trate as pessoas como se elas fossem mais importantes do que você, afinal, todos precisamos nos sentir especiais.

Pense nisso e seja bem mais feliz!

Fonte: Administradores

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

3 dicas para conquistar os primeiros clientes para o seu empreendimento

Neste momento inicial, você lojista, terá de desenvolver habilidades empreendedoras, tendo em mente alguns princípios básicos para deslanchar em seu segmento, seja ele qual for

Os primeiros passos de um empreendimento são os mais importantes ao mesmo tempo os mais difíceis. A adaptação, os inevitáveis imprevistos, gastos e também os primeiros clientes. Neste momento inicial, você lojista, terá de desenvolver habilidades empreendedoras, tendo em mente alguns princípios básicos para deslanchar em seu segmento, seja ele qual for. Lembrando sempre que seu tamanho independe!

Desta maneira, trabalhamos algumas dicas básicas que auxiliarão você a conquistar os primeiros consumidores para, posteriormente, transformá-los em clientes assíduos de seu negócio! Acompanhe?

A quem se destina seus serviços/produtos?

É imprescindível ter em mente qual o seu público-alvo! Um dos erros mais recorrentes entre os empreendedores de primeira viajem é querer vender a todos, sem distinção, seleção ou segmentação. Não é possível agradar a todos, desta forma é importante focar-se sabendo que os consumidores para quem for comercializar precisam se identificar com sua marca e, sendo assim, é aconselhado selecionar uma parcela da sociedade para quem deseja oferecer seus produtos.

Onde estão os potenciais consumidores?

Não desperdice sua criatividade, dinheiro e publicidade divulgando sua marca a esmo! Após identificar o seu público em potencial, descubra onde estes se relacionam, quais seus principais meios e mídias de interação, seus interesses e quais as suas redes sociais favoritas. Tendo estas informações em mãos, você poderá traçar uma abordagem eficiente!

Conheça seus diferenciais

Responda a si mesmo o que lhe difere dos demais lojistas de seu nicho, bem como dos concorrentes indiretos. Saber quais seus pontos fortes e reforçá-los irá agregar valor a sua marca! Tenha sempre em mente que, por mais que seu produto seja o melhor do mercado, o cliente só irá adquiri-lo após notar sua utilidade, usabilidade, credibilidade e diferenciais. 

Felipe Martins - fundador e presidente da empresa DOTSTORE, especializada em criação e assessoria em Loja Virtual.  

Fonte: Administradores 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

As 6 variáveis do sucesso

O que você sabe fazer bem? Nem sempre o que achamos que fazemos bem é o que o mundo reconhece como nosso talento. Aprenda como identificar e avaliar os fatores que influenciam o seu sucesso profissional



O que você sabe fazer bem? Talvez você se sinta levemente inseguro para responder a esta pergunta. Ou talvez você tenha certeza absoluta daquilo que sabe fazer bem. Caso você não tenha esta resposta, a minha sugestão é fazer esta pergunta para pelo menos cinco pessoas diferentes, de ambientes diferentes, também para cruzar essas respostas mais tarde e chegar a uma conclusão definitiva.

Nem sempre o que achamos que fazemos bem é o que o mundo reconhece como nosso talento. Cristina sentiu isso na pele quando abriu o seu mini ateliê de costura em casa para ajudar a aumentar a renda da família. Com uma singela máquina de costura, ela decidiu que começaria a prestar pequenos serviços como pregar botões, fazer barras, e pequenos ajustes de costura para a vizinhança. Ela entendia que isso era o que tinha de melhor para comercializar, e acreditava que realmente o fazia bem.

O tempo passou, e três anos depois Cristina já tinha uma clientela considerável no bairro onde mora. E, apesar de oferecer os serviços-padrão, ela se destacava por tratar bem de suas clientes. Sempre que recebia em sua casa, oferecia um chá, café, eventualmente um biscoito. Nada que chamasse muito a atenção, apenas um mimo mesmo. Até o dia em que uma cliente coincidentemente apareceu na casa de Cristina no dia do aniversário do marido dela e teve a sorte de experimentar o bolo que Cristina tinha feito no dia anterior. A satisfação da cliente foi capaz de gerar um “zumzumzum” tão grande no bairro, que no dia seguinte, Cristina foi obrigada a fazer outro bolo para as clientes experimentarem.

Deste dia em diante, ela nunca mais costurou. É uma das confeiteiras mais famosas e bem-sucedidas da sua cidade. Sua marca vale muito dinheiro e ela já estuda a possibilidade de criar franquias para o resto do Brasil. “Nunca imaginei que as pessoas fossem gostar das minhas receitas. Eu achava mesmo que o meu melhor estava na máquina de costura. Eu me enganei. Se eu soubesse, tinha começado bem antes”.

Cristina descobriu um novo mundo e dentro deste universo no qual ela liberou o talento adormecido, descobriu também um imenso prazer na atividade em que exerce hoje. Algo que talvez ela nunca descobrisse sozinha. Portanto, aceitar a ajuda de algumas pessoas é o ponto de partida fundamental que tanto precisamos para dar o primeiro passo. É claro que algumas variáveis podem ajudar ou atrapalhar em todo este processo, e foi por este motivo que criei um quadro com seis variáveis que podem interferir diretamente no resultado do seu sucesso: talento, recursos, vontade, prazer, ambiente e reconhecimento. Vamos falar de cada uma delas, e depois vamos colocá-las juntas e analisar como tudo isso simultaneamente pode maximizar suas forças e diminuir suas fraquezas.

1. Talento
Aptidão, vocação, dom, herança, capacidade humana, desempenho fora do comum. Você vai encontrar muitas definições técnicas para talento. Mas o fato é que as pessoas nascem com capacidades e habilidades diferentes, e essas diferenças acabam sendo conhecidas como os talentos de cada um. Ainda que alguns cientistas queiram provar que ele não existe e que a genética ainda não consegue decifrar o código genético do talento, ele felizmente existe, pode ser visto, reconhecido, tocado, e principalmente, desenvolvido. Basicamente é aquilo que você faz com muita facilidade, de uma maneira natural e intuitiva, geralmente apresentando resultados acima da média.

2. Recursos
Quais os recursos que eu tenho para desenvolver e apresentar os meus talentos de maneira mais profissional? Que condições físicas você tem para desenvolver os seus talentos? Quando falamos de recursos estamos falando de recursos físicos, que podem ser técnicos, específicos, ou simplesmente condizentes com o que é necessário para que um trabalho possa ser desenvolvido e realizado da melhor maneira possível. Vamos supor que você seja um excelente desenhista. Se não tiver um papel e uma caneta, ou um computador adequado, você não poderá fazer os seus talentos trabalharem. Os recursos são a base para o nossos talentos trabalharem para alcançarem resultados extraordinários, porque quando você tem talento, mas não tem os recursos necessários, você consegue resultados, ainda que estes não sejam extraordinários. O inverso, porém, não é verdadeiro. Porque se você tem os recursos, mas não tem os talentos, nada acontece. Logo, o cenário ideal é igual a talento + recursos.

3. Vontade
De nada adianta o talento, os recursos, se o indivíduo não tiver a vontade de fazer acontecer. Se dentro dele aquilo tudo não se comportar de maneira levemente desconfortável. Conheço pessoas talentosas que estão esquecidas em suas zonas de conforto e gozam de todos os recursos que alguém pode querer ter para ser bem-sucedido. Mas falta o principal: a vontade. E isso é algo que nem uma empresa, nem o melhor palestrante ou conselheiro do mundo vai poder te dar. A vontade é algo que nasce, cresce e morre dentro de você: ou tem ou não tem. Não dá para terceirizar. É a força que vai fazer você se levantar feliz ou encrencado todos os dias da cama de manhã. E esta vontade tem ligação direta com o amor que você tem por aquilo que faz. Quanto maior o amor, tende a aumentar a vontade de fazer acontecer. Desde que este amor seja correspondido, isso é importante destacar. Às vezes o amor existe, mas não é correspondido, e isso gera no indivíduo uma frustração quase depressiva. Ele ama mas não tem vontade de fazer absolutamente nada: por medo, desilusão ou simplesmente porque a vontade é menor que o talento e os recursos. Isso pode acontecer.

4. Prazer
O que você mais gosta de fazer? Saber o que te dá prazer é autoconhecimento. E autoconhecimento é pré-requisito para você ser feliz e alcançar o sucesso. Confúcio já dizia: “Faça aquilo que gosta e não terás de trabalhar um único dia de sua vida”. O tempo passa mais rápido, o mundo fica mais leve quando temos prazer em nossas atividades. Conseguimos até trabalhar mais quando fazemos o que realmente gostamos. É maior do que nós mesmos, acontece até em momentos inesperados. Quando você viu, já está trabalhando e nem percebeu. Isso é resultado do prazer que você tem na atividade que realiza. Ele é fundamental para você evoluir em uma carreira. A falta de prazer vai matando o indivíduo aos poucos. No início ele tolera, na seqüência ele suporta, e mais tarde ele pifa e se descobre uma pessoa até desprezível, pelo simples fato de ter desperdiçado tantos anos de sua vida realizando algo que não o fazia feliz sob hipótese alguma. Muitas pessoas abrem mão do prazer em prol de benefícios financeiros e às vezes passam uma longa vida se culpando por não ter desafios ou por não ter ouvido o coração. Ainda que tudo isso aconteça sob excelentes condições financeiras e materiais. <

5. Ambiente
Será que Mozart seria famoso hoje como foi na época em que viveu? Qual foi a influência que o ambiente no qual ele viveu teve sobre o sucesso dele? Será que Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, teriam obtido o mesmo sucesso com o projeto da empresa deles se o tivessem feito em 1920? Ainda que não tenhamos essas respostas, podemos afirmar que o ambiente favorável ou desfavorável pode fazer toda a diferença quando falamos de carreiras bem-sucedidas. Você estar na hora certa e no local certo faz muita diferença sim. Conhecer as pessoas certas, viver na época adequada e se adaptar ao novo são quesitos que fazem a variável ambiente ser tão importante. O ambiente influencia seus indivíduos, e isso pode ser para o bem e para o mal. Precisamos ter discernimento, porém, para saber como tirar o melhor proveito desta força, que pode ser lida ainda como o clima organizacional de uma empresa também.

6. Reconhecimento
A palavra reconhecimento sugere uma série de práticas diferentes. Pode ser desde o quanto as pessoas entendem o seu talento, a um “muito obrigado”, ou ainda um cheque com um valor legítimo que confere a alguém um prêmio ou um bônus ou uma homenagem. Reconhecer é conhecer novamente, é mostrar que algo é aceito e que tem o aval de uma comunidade, sociedade ou grupo de pessoas. É como se fosse um agradecimento recompensado de alguma forma. O que é reconhecimento para você? Definitivamente, reconhecimento é uma necessidade básica de todo e qualquer trabalhador, independente do seu nível hierárquico, status, cultura ou salário.

Se juntarmos essas seis variáveis, podemos construir muitos cenários diferentes. Este pode ser um bom exercício para você fazer mais tarde para se auto-avaliar. Um cenário ideal é aquele que apresenta todas as seis variáveis em formato crescente, conforme mostra a figura a seguir:

↑Talento   ↑ Recursos  ↑ Vontade    ↑Prazer    ↑Ambiente    ↑ Reconhecimento

Observe que todas elas estão com a seta para cima. Este cenário representa o indivíduo que tem talento, recursos, vontade, prazer, ambiente e reconhecimento. Teoricamente, um indivíduo que já atingiu o sucesso em sua carreira. Mas não se engane. Há pessoas que tem tudo isso e ainda assim são infelizes. E todas têm os seus motivos para isso.

Gerson é um exemplo típico. Desde criança era destaque no futebol da escola, cresceu treinando para ser um grande jogador. Ele tinha talento, teve grandes patrocinadores, vontade nunca faltou para chegar lá. Ele definitivamente amava o futebol, tinha um ambiente propício para o seu desenvolvimento e teve todas as formas de reconhecimento: dinheiro, carinho do público e dos amigos. Mas até hoje ele se culpa por estar jogando fora do País no dia em que sua mãe faleceu. Para ele, não existe sucesso completo que possa compensar o que ele julga ter sido uma falha com a família.

Faça este exercício e veja se tem mais setas voltadas para cima ou para baixo. Lembre-se de que a chave da motivação é o motivo. Há um vazio que precisa ser preenchido de alguma forma. Talvez até pela reinvenção profissional que Peter Drucker tanto defendia. No livro “A Administração da Próxima Sociedade”, o autor afirma que o dinheiro é tão importante para os trabalhadores de conhecimento quanto para qualquer outra pessoa. A diferença é que eles não o aceitam como critério supremo de medição, nem consideram o dinheiro um substituto do desempenho e da realização profissionais. “Em forte contraste com os trabalhadores de ontem, para os quais um emprego era acima de tudo um meio de vida, os trabalhadores de conhecimento, em sua maioria, vêem seu trabalho como sentido de vida”. E isso vai se refletir cada vez mais nas gerações Y e Z.

Sem talento, sem recursos, sem vontade, sem prazer, sem ambiente e sem reconhecimento. Pode este indivíduo ter sucesso? A resposta mais provável é não.

A revista Época Negócios publicou certa vez que Jack Welch, eleito pela Fortune o administrador do século, não mostrava nenhuma inclinação específica para os negócios, nem mesmo quando já contava 20 e poucos anos. Eles disseram que Welch foi uma criança muito boa no que fazia em sua cidade natal, Salem, no estado de Massachusetts. Tirava notas altas, embora “ninguém jamais tenha me acusado de ser brilhante”, diria ele mais tarde. Foi também capitão dos times de hóquei e de golfe nos tempos do antigo ginásio.

Seu histórico era suficiente para que fosse admitido em qualquer uma das melhores universidades do país, porém sua família não tinha os meios necessários para isso, o que o levou a estudar na Universidade de Massachusetts. Ele não se formou em administração, nem em economia, mas em engenharia química. Depois, foi para a Universidade de Ilinois e se doutorou também nessa disciplina. Aos 25 anos, idade em que começou a tomar mais contato com o mundo real, Welch ainda não sabia muito bem que direção seguir.

Foi, então, entrevistado pelo corpo docente das Universidades de Syracuse e West Virginia. Por fim, decidiu aceitar uma oferta de trabalho em uma unidade de desenvolvimento do setor químico da General Electric. Seria uma tarefa muito difícil procurar, nessa época, algo na biografia de Welch que desse alguma pista de que ele se tornaria o administrador mais influente do seu tempo.

Ainda que tenhamos uma série de regras, para todas elas sempre existe uma exceção. Você pode ser uma delas, mas não se prenda nisso para justificar o que já aconteceu ou deixou de acontecer na sua vida. Combinado?

Este também é o seu papel: mostrar os seus talentos para colher reconhecimento. Muitas vezes o que falta é você se valorizar para que os outros possam valorizá-lo. Obviamente que tudo com muito bom senso, um pouco de marketing pessoal, e sem excessos.

Fonte: Administradores